terça-feira, 21 de maio de 2013

Resenha - Jornalismo Freelance | João Marcos Rainho

Empreendedorismo na Comunicação

Num mundo em que o emprego está cada vez mais raro, muitos jornalistas vêem-se obrigados a trabalhar sem vínculo empregatício. Neste livro, João Marcos Rainho mostra como ser bem-sucedido na área de comunicação trabalhando por conta própria. Utilizando o conceito de empreendedorismo, o autor fala de temas imprescindíveis para quem planeja atuar como freelance - seja recém-formado ou profissional experiente. Entre os assuntos abordados estão - os aspectos legais ligados à prestação de serviços; a necessidade (ou não) de ter um escritório; os desafios de trabalhar em casa; a importância do planejamento estratégico; a melhor maneira de vender o próprio trabalho; o gerenciamento como fator fundamental para o microempresário de comunicação; o marketing de serviços; o papel da ética na condução do trabalho.

Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. Também define-se o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais. Jornalismo é uma atividade de Comunicação. Em uma sociedade moderna, os meios de comunicação tornaram-se os principais fornecedores de informação e opinião sobre assuntos públicos, mas o papel do jornalismo, juntamente com outras formas de mídia, está sofrendo modificações, decorrentes da expansão da Internet. Fonte Wikipédia

Quem nunca pensou em trabalhar em casa? Pois é, todo mundo pelo menos cogitou a possibilidade de que isso acontecesse, mas depois se lembrou de que vive no Brasil. Certo? Errado! Diversas profissões estão migrando para o mundo digital, um exemplo disso são as diversas empresas grandes que permitem com que os usuários de seus produtos adquirissem tudo o que lhes fosse necessário no conforto de sua casa, sem contar que acaba sendo até mais prático, já que existe até pagamento on-line, onde é preciso apenas entrar no site de seu banco e efetuar o pagamento a partir do código de barras, principalmente. 

Agora vamos exemplificar o trabalho individual, empreendedorismo, o profissional autônomo. Me recordo que em 2007 estava começando a onda de blog, fotolog, myspace, orkut e tudo mais, mas depois de um tempo os jovens começaram a se interessar apenas pelo orkut, deixando de lado todos as mídias sociais, mas o que eles não poderiam pensar é que futuramente quase todos os que estavam "na moda" acabaram se extinguindo, o único que permaneceu, aumentou o público, e continua em fase de crescimento é a ferramenta do blogspot, e sem contar que o orkut acabou perdendo seus usuários, a "onda do momento" é o facebook e o skoob. Até mesmo o messenger deixou de ser utilizado por muitos.

Muitos jornalistas estão migrando de empresas e se tornando autônomos, o que sem dúvidas, após um certo período, acaba valendo a pena. Muitos deles começam com blogs principalmente. É o meu caso e de alguns dos colunistas aqui no Estante Seletiva. Alguns formados, outros concluindo outros que pretendem ser ainda jornalistas. Todos freelancer. A obra "Jornalismo Freelance" é uma obra fantástica, indicada para todos os amantes da comunicação; repórteres, jornalistas, estudantes e etc.

Sobre a Editora

Há mais de trinta anos no mercado editorial, a Summus sempre se pautou pelo equilíbrio entre buscar o novo, reafirmar as mensagens de validade permanente e contestar posturas conformistas.

Assim foi em toda a sua carreira: foi a primeira e única a editar livros de Super-8, forma popular, na década de 1970, de registrar imagens domésticas em movimento. Quando o vídeo doméstico chegou, foi a primeira editora a lançar um manual para uso de amadores.

Popularizou a Gestalt-terapia e a Bioenergética dentre outras novas linhas psicoterapêuticas. Deu ênfase ao estudo do movimento corporal, editando as obras clássicas e as novas tendências. Renovou a literatura de apoio à educação. Abriu novas possibilidades aos textos de comunicação. Trouxe para o Brasil os principais textos de programação neurolingüística, antes de sua popularização no país. Antes da onda “New Age” já editava – e o faz incessantemente – livros que interligam o corpo e a mente.

Desta forma se construiu e sedimentou uma forte marca no cenário editorial brasileiro. A etiqueta Summus confere ao livro uma garantia, ao mesmo tempo que aumenta a responsabilidade e dedicação ao leitor.

Esta tem sido a trajetória da Summus. Acima de tudo, renovar-se a cada dia, fazendo do tempo um mestre para saber produzir melhor; e do espírito jovem de sua equipe, um veículo para novas buscas. 

Resenha - Amar Pode Dar Certo | Roberto Shinyashiki

Por mais que a humanidade evolua, amar e ser amado continua e continuará sendo uma das maiores buscas do ser humano. No livro "Amar pode dar certo", o leitor é convidado a repensar seus relacionamentos, sua maneira de amar e suas expectativas a respeito da pessoa amada. Para o amor dar certo os autores propõe que a pessoa aprenda a amar, que nada mais é do que treinar a viver junto, treinar o diálogo sem manipulação, treinar sair para jantar, dançar, ter relações sexuais satisfatórias. Enfim, saber se divertir a dois até conseguir viver o momento em que não há mais o homem e a mulher, mas o "nós".

O intuito da obra "Amar Pode Dar Certo" é justamente orientar os leitores - exemplificando e dando dicas - quanto ao amor. Ou seja, quando duas pessoas estão solteiras, o que nós precisamos é que haja amor próprio, para então emanar o amor, boa vontade, carisma entre outros até que realmente encontre um parceiro ou uma parceira; essa é a lei da vida. Mas não para por aí, depois que encontrar o seu par perfeito, use o ditado "Faça acontecer que eu faço valer a pena". Pois é! A pessoa já fez acontecer, certo? Agora, é você que poderá fazer valer a pena e dar cada dia mais certo, reinando o amor em ambos; isso vale tanto para mulher quanto para homem, uma vez que ambos são capazes de tomar iniciativas.

"Estar com alguém plenamente é um caminho de crescimento, um aprendizado. É a possibilidade de vencer o medo da entrega e de se conhecer no íntimo. Viver com alguém que se ama não é somente uma oportunidade de conhecer o outro, mas é também a grande chance de entrar em contato consigo mesmo."

Antes de qualquer coisa é preciso que tenhamos amor próprio, não importa se estamos solteiros, namorando, casados, viúvos e etc; independente do estado civil, o amor próprio é sempre a cura para a maioria dos relacionamentos. Ele salva o seu humor, e o do próximo, faz com que veja as coisas - principalmente as atribulações - de uma maneira diferente. Afinal, "calma, tudo há de se resolver". E quando ambos pensam assim, fica ainda mais fácil encontrar maneiras que possam amenizar a situação e ir contornando tudo o que estiver gerando todo o problema. Não existe fórmula para um casal perfeito ou um relacionamento duradouro, basta prevenir que certos problemas possam acontecer, estipulando regras e mostrando desde o começo o que você acha de 'tal coisa', e como lidaria com a situação caso viesse acontecer. Seja claro desde o começo. Não recue ao começar.

A rotina todos sabem que acaba se tornando cansativa, então nada melhor para relaxar que ser convidado ou convidar o seu parceiro para sair. Não importa o lugar, restaurante, bar, parque, shopping, zoológico, lagoa, ponto turístico, orla, um passei de bicicleta, ou qualquer coisa que vocês queiram. É bom sair às vezes para distrair um pouco, faz bem a saúde. Estar em contato com a natureza é ainda melhor, sem dúvidas. Isso é válido para quem pretende estar com os animais também. Quem sabe passar as férias na praia, nas montanhas... Que tal acampar? Tenha sempre ideias em mente, quando não tiver, invente. Todo mundo gosta de ser surpreendido com alguma novidade boa.

Converse, abra o jogo. Pergunte no que poderia mudar! O diálogo é a melhor forma de um casal entrar em consenso. É preciso saber o que o outro pensa a respeito de suas ações e atitudes, a final, senão ele, quem vai ser mais sincero quanto a seu respeito? Pessoas de fora costumam sempre falar o que queremos ouvir, poucas vezes são realista. É disso que precisamos. Gente que fale coisas para o nosso bem, e a pessoa mais adequada para isso é a esposa ou o marido, que vai de relação para relação.  

Sobre o Autor


Roberto Shinyashiki é médico-psiquiatra com pós-graduação em Gestão de Negócios (MBA - USP) e doutor em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo (USP). Profundo conhecedor da alma humana, ele tem a capacidade de entender a realidade e as necessidades dos indivíduos, isso faz de Shinyashiki uma referência em temas como carreira, felicidade e sucesso.

Como consultor, palestrante e autor, Roberto Shinyashiki ministrou cursos de especialização nos EUA, na Europa e no Japão. Também participou dos congressos de desenvolvimento e treinamento mais importantes no mundo, palestrando inclusive no Congresso ASTD - American Society for Training & Development, nos EUA. 

A dedicação ao desenvolvimento de projetos sociais rendeu-lhe o prêmio "Hadge Capers", da Associação Internacional de Análise Transaci.

domingo, 19 de maio de 2013

Resenha - Roubo de Espadas | Michael J. Sullivan

Revelações de Riyria - Vol.1

Fui surpreendida por um enredo fantástico e um cenário encantador criado por Michael. O que deveria ser apenas mais um livro medieval como todos outros, acaba por se tornar uma obra fantástica girando em torno da realeza com pitadas singelas da era medieval. A estória é composta por anões, magos, elfos, bruxos, conspirações políticas e, sobretudo, diversas reviravoltas, que muitos e muitos anos.

"Sonhos daqueles dias infindáveis de aventuras extravagantes nas fronteiras do reino, tomando cerveja de má qualidade, dormindo ao relento e amando mulheres anônimas, voaram pelo ar como fumaça ao vento. Em vez daqueles sonhos, ele agora visualizava salões como paredes de pedra, repletos de velhos caramujos."

O livro conta a história de Royce Melborn e Hadrian Blackwater, que são conhecidos - e odiados - como os ladrões mais engenhosos de todos os reinos, pois são capazes - e constroem - diversas façanhas que, aparentemente, seriam impossíveis de serem inventadas, ainda mais por mãos humanas. Eles eram de dar inveja a qualquer um. Sem dúvidas, pois, eram extremamente inteligente e calculistas.

"Embora houvesse apagado a lamparina muito tempo antes do retorno da criatura, Royce enxergava perfeitamente bem. A luz permeava as paredes da Avempartha, atravessando a rocha como como se ela fosse vidro fumê. Lá fora já era dia, quanto a isso ele tinha certeza, pois a cor da luz havia se alterado, de um azul turvo  a um branco suave."

Dessa vez acontece um caso que é capaz de mudar toda a história da humanidade. Marcas essas que, podem ser nunca mais apagadas se não souberem exatamente o que fazerem. Um crime que tem tudo para ser perfeito, desde que sejam escolhidas as pessoas certas, o que pode ser muito difícil. Nesse caso, eles concordaram em roubar uma famosa espada do interior de um castelo, e os dois acabam se metendo em uma trama com diversas armadilhas, onde eles terão que escapar, ou tentar arranjar o melhor jeito para escaparem, dessa situação. 

Para eles começarem a pôr as mãos na massa, e obterem êxito, precisam, primeiramente, escolher os seus aliados e os inimigos, porém, com muito cuidado. Nunca se sabe quem pode ser de confiança. O inimigo pode estar mais próximo do que todos imaginam. E, além do mais, precisam ser extremamente cautelosos, porque não é apenas a vida da dupla que corre risco, e sim o futuro dos reinos, da Igreja e de todo mundo que está em jogo. E isso começa a deixá-los preocupados.

Esse é o primeiro livro medieval que eu resenho aqui no site e, como muitos sabem, nunca fui muito chegada por livros desse gênero, entretanto me senti altamente impactada pela estória que ele prometia narrar, relacionando um intenso suspense e... assassinaram o rei. Incriminaram dois homens. Escolheram a dupla errada. Mas, não, não era um livro medieval. Essa obra vai além, muito além do que eu esperava.

Sobre o Autor


Michael J. Sullivan é um artista e autor norte americano de fantasia épica, mais conhecido por sua série Riyria, que foi traduzido em 14 línguas. Em 2012, foi nomeado um dos mais bem sucedidos entre os autores de sci-fi fantasia. Ele escreveu duas séries, As Revelações Riyria e As Crônicas Riyria . As Revelações Riyria foram originalmente editados em seis livro, que mais tarde foram reeditados para 3 livros maiores. Enquanto o Crônicas Riyria é uma série que ainda não foi publicada por completa e que gira em torno das aventuras iniciais dos dois principais protagonistas. Esta última série foi feita depois de muitos pedidos de leitores para que Sullivan fizesse mais aventuras dos personagens principais.


sábado, 18 de maio de 2013

Resenha - Alma? | Gail Carriger

O Protetorado da Sombrinha - O Primeiro Livro


Alexia Tarabotti tem 26 anos, e nunca se casou, mas não faz parte da categoria das típicas solteironas. E, ah, é filha de um italiano, porém morto. Em plena sociedade vitoriana, e todo seu charme e glamour, ela passa por diversas adversidades a todo momento. 

A primeira atribulação na qual a jovem teve que superar foi o fato de um vampiro mal educado, que foge a todas as regras de etiqueta, atacá-la. O vampiro estendeu as mãos em direção ao pescoço dela, ao ver sua aproximação, a fim de se defender, ela pegou um palito que estava prendendo seu cabelo e, no susto, acabou enfiando cerca de um centímetro na pele da criatura. Ele ficou parado, urrando de dor, com o objeto parcialmente cravado em seu peito. Mesmo o vampiro usando sua força descomunal para se defender, ela apenas se desequilibra nos sapatos altos de veludo, e retrocede. 

Agora, acredito que vocês devem estar pensando "Como assim ela só se desequilibra sendo empurrada por um vampiro que usou toda a sua força?". Então, é aí que o jogo começa. A nossa queria Srta. Alexia Tarabotti não tem alma, ou seja, ela é capaz de 'desarmar' todos os seres mais poderosos que tentam algo contra ela, ou pelo meno quase todos. Ficam sem força, ou sequer poderes. Ela também faz uso de sua sombrinha continuamente, usa ela para se defender, principalmente. 

"– Agiu como se nunca tivesse tido aulas de etiqueta na colmeia nem pertencesse a uma classe social. Era praticamente um bárbaro. – Ela nunca pensou que usaria aquele termo para se referir a um vampiro."

A meio as iguarias esparramadas que se encontravam em sua bolsa, a Srta. Tarabotti fica com medo de que sujassem seu belo - e caríssimo - vestido novo, mesmo assim valia um grande sacrifício para pegar sua m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a sombrinha - que ela mesma mandou fazer, com tudo que tem direito - lá dentro. Eis que ela a encontra. Enquanto ela estava se endireitando, fez um amplo movimento circular com ela, e sem querer acaba esbarrando a ponta no palito de madeira, o que acabou penetrando no coração do lindo jovem vampiro, que e então acaba morrendo. A criatura ficou paralisada; seu rosto, branco e pálido, estava ficando amarelo-acinzentado. Mas, calma, esse não foi o único.

"Quem quer que ouvisse aqueles uivos tremeria de medo, independentemente de ser vampiro, fantasma, humano ou animal. Algo que, no final das contas, não importava muito, pois qualquer lobisomem liberado das correntes matava de forma indiscriminada. Na noite de lua cheia, a lua sangrenta, não se tratava de escolha nem de necessidade. Apenas acontecia."

Pelo jeito, tudo na vida de Alexia parece dar errado, mas como se não bastasse, com todas essas mortes, supostamente cometida por ela, acontecendo, a Rainha Vitória acaba enviando o temeroso Lorde Maccon, que era temperamental, desorganizado, e um tremendo de um gostoso lobisomem para investigar o ocorrido. Será que a jovem irá descobrir o causador de toda essa desordem? 

Alma? é, sem dúvidas, uma das séries de Steampunk mais cultuada do mundo, e que fará os  jovens brasileiros, que ainda não conhecem o gênero, ficarem apaixonados por todo o cenário e pelas diversas escritas, e pelo diversos grandes escritores, sendo um deles, a grande Gail Corriger. Uma escrita rebuscada, divertida, hilariante em volta a mistérios, suspense e muito mais. Um romance sobre vampiros, lobisomens e sombrinhas que prometem arrastar multidões e, quem sabe, virar um best-seller. Aguardo ansiosamente pelo próximo livro da série. 

Sobre a Autora


New York Times best-seller autor Gail Carriger começou a escrever, a fim de lidar com o que está sendo levantado na obscuridade por um britânico expatriado e um rabugento incurável. Ela escapou vida da cidade pequena e, inadvertidamente, adquiriu vários graus de ensino superior. Ms. Carriger seguida, viajou às cidades históricas da Europa, subsistindo inteiramente em biscoitos secretados em sua bolsa. Ela agora reside nas colônias, cercado por sapatos fantásticos, onde ela insiste em chá importado diretamente de Londres. Ela gosta de pequenininho pequenas chapéus e frutas tropicais. Os livros-sol Protetorado são: Soulless (outubro de 2009), Imutável (Março de 2010), sem culpa (setembro de 2010), Heartless (julho de 2011), e Timeless (2012). Soulless ganhou o Prêmio Alex da ALA. Sua nova série no mesmo universo é chamada de série Finishing School, e é para jovens adultos.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Resenha - Os Doze | Justin Cronin

Os leitores que acompanham o nosso site sabem o quanto que eu esperei por esse lançamento, já que, sem dúvidas, o primeiro volume da trilogia superou as minhas expectativas e tornou-se um dos meus favoritos, entretanto, Os Doze não fica de fora da lista. 

Em A Passagem, primeiro livro da trilogia, Justin Cronin nos apresenta uma estória de vampiros, mas calma, não é qualquer vampiro nem qualquer livrinho onde vampiros brilham no escuro, pois ele promete revolucionar esse mito e voltar às suas verdadeiras origens, mesmo que não consiga, mas pelo menos chega a ser muito próximo da realidade, isso se dá por conta dos diversos argumentos e seus personagens perfeitamente compostos por características infinitamente invejável para qualquer autor de horror/terror. 

Com a trilogia A Passagem podemos ver que a tão famosa história/lenda dos vampiros fora estranhamente modificada com o passar do tempo, e o grande diferencial da obra Os Doze é que justamente propõe aos leitores que conheçam uma verdade oculta, onde a doença Vampirismo é causada por um vírus, ou seja, através da mordida de um ser - pessoa contaminada com o vírus - o predador acaba adquirindo a doença; mas não são vampiros qualquer. Muito além da realidade. Muito além do que todos nós achamos possível, e até mesmo impossível. Esse acaba sendo o grande vilão de toda a estória, que nos envolve com seus mistérios, suspenses, segredos e pitadas de terror. Os ingredientes perfeitos para um grande suspense.

A estória, no primeiro livro, começa quando um renomado cientista, premiado com o prêmio Nobel, descobre um vírus poderoso na úmida e escondida Floresta Amazônica, aqui no Brasil. Eis que então o cientista, com o apoio do governo americano, começam as buscas e investigações para com a descoberta, a intenção de todos os envolvidos com o caso era justamente gerar resistentes soldados capazes de proteger sua nação, mas para isso seriam necessários 12 voluntários para serem cobaias, então, para não serem descobertos, eles optaram por selecionar presidiários perigosos que, por seus terríveis atos cometidos, estavam para serem, em breve, mortos.

A recente experiência tem êxito e, infelizmente, novas criaturas começam a ganhar vida, chamadas Virais. O que os cientistas não esperavam era que elas, ao ganharem vida, o dominassem , ou seja, todos os que estavam envolvidos com a criação perderam o controle sobre elas. Agora eles tentam encontrar uma forma de dominá-las. Todos esses monstros estão secos e com uma incontrolável sede por sangue. É aí que todos acabam se tornando vítimas desses predadores, e temem a morte. Toda a experiência havia dado errado. Em poucos meses o vírus se espalha por toda a América do Norte, resultando assim, diversos infectados e muitos mortos. E agora? 

Os Doze começa com um resumo de tudo que aconteceu no livro um, o que nos ajuda a lembrar de toda a estória, já que demorou um tempo considerável até que fosse lançado o volume dois aqui no Brasil. Então, a obra segue nesse ritmo, mostrando-nos o destino de cada personagem, e nos permite conhecer mais à fundo tudo o que se passa no universo criado por Cronin. Torno a dizer: essa obra é especial, e irá superar suas expectativas. Conheçam e tirem suas próprias conclusões. Agora aguardamos apenas o terceiro livro da trilogia, que promete ainda mais. 

Sobre o Autor

Justin Cronin nasceu e foi criado na Nova Inglaterra. Concluiu a graduação em Harvard e hoje é professor da Rice University. Vencedor do PEN/Hemingway em 2002 com Mary and O’Neil, é também autor de The Summer Guest, lançado em 2004. Suas obras de ficção lhe renderam, ainda, os prêmios Stephen Crane, Whiting Writers’ e Pew Fellowship. A passagem, primeiro livro de uma trilogia, marca um novo momento em sua carreira e teve os direitos de adaptação para o cinema adquiridos pela Fox 2000. A história chegará às telas com direção de Ridley Scott. Cronin mora em Houston, no Texas, com a esposa e os filhos.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Resenha - O Lado Bom da Vida | Matthew Quick

Em O Lado Bom da Vida nos deparamos com o personagem principal, Pat Peoples, que foi internado em uma instituição psiquiátrica há um longo tempo, que se recusa a aceitar, e então se convence que foram apenas alguns meses no "lugar ruim".

O que Pat não sabe é o que o fez parar naquele lugar, pois perdeu a memória por completo, e aos poucos tenta recuperá-la tomando fortes remédios todos os dias pela manhã. A única coisa a qual se recorda é que sua esposa, Nikki, pediu um "tempo separados", ou seja, ao sair do lugar ruim, a primeira coisa que lhe vem a cabeça é a busca pela reconciliação com seu amor, e com isso ele batalha para conseguir o que quer, mesmo que, a princípio, o destino não conspire a seu favor.

Antes disso tudo acontecer, Pat trabalhava na mesma escola que Nikki, ambos eram professores. Assim que Nikki pediu um tempo separados, como perdeu a memória, e consequentemente o motivo da separação, ele se convenceu de que estava acima do peso  o que realmente fazia sentido, já que havia engordado cerca de 30kg —, então começou a correr, fazer flexão e etc, todos os dias, mesmo após de ter chego em casa. Pat há anos havia se tornado um viciado em exercícios físicos. Ele tem 30 anos, mas após emagrecer e ficar forte, incrivelmente definido, ninguém dizia a sua real idade, pois aparentava ser infinitamente mais jovem.

Apesar de todas as mudanças, Pat teve de aceitar o seu pai, Patrick, se negando a falar com ele, e sua mãe, que vira-e-mexe estava chorando pelos cantos. O rapaz sempre foi fascinado por futebol, mas atualmente (já que não sabe a quanto tempo isso de fato acontece), quando o seu time  o mesmo do seu pai, irmão e amigos  perdia, seu pai ficava de cara feia e brigava diversas vezes com sua mãe. Ela não aguentava mais isso. Um belo dia ela resolve fazer greve, impondo regras, e enquanto elas não fossem cumpridas, sua mãe, Jennie, não voltaria para casa. Isso, bem ou mal, estava gerando um conflito na família, e Pat se culpava o tempo todo por tudo isso estar acontecendo.

Pat tem um amigo chamado Ronnie, e sua esposa se chama Veronica, ao saberem que Pat já estava em casa o convida para jantar em sua casa; Veronica chama sua irmã, Tiffany, mas sem Pat saber; eles não se conheciam. Tiffany no jantar é seca e estranha, ao final da noite, ousada. Isso assustou Pat. Ela continuou sendo estranha por muito tempo, até que, finalmente o destino o permite saber tudo o que deseja. Ou pelo menos quase tudo.

Matthew Quick nos propõe um intenso quebra-cabeça e, ao final, todas as peças se encaixam perfeitamente. Um mistério com pitadas de comédia e romance, por ora, em algumas partes, da vontade de chorar. O autor faz com que vejamos que o lado bom da vida sempre existe, não importa se você demorar a encontrá-lo; um, dois, três anos, mas sempre ele estará lá para te saudar; pode ser que ele esteja bem mais perto do que você imagina. Alguns chamam de sorte, outros de pura coincidência, mas sabemos mesmo é que o acaso não existe, pois, muitas vezes, Deus escreve certo em linhas tortas, mas tudo há de se ajeitar quando for a hora certa.

Sobre o Autor

Aos 30 anos, Matthew Quick era um respeitado professor de inglês em South Jersey que incentivava seus alunos a acreditar no próprio potencial e no poder da literatura — até o dia que se sentiu um hipócrita. Infeliz, ele largou o emprego e vendeu a casa para se dedicar ao sonho de escrever. Após três anos lidando com uma severa depressão, criou O lado bom da vida, romance que se tornou um sucesso imediato, cuja adaptaçao cinematográfica chega às telas brasileiras em 1° de fevereiro.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Resenhando Clássicos - O Grande Mentecapto | Fernando Sabino


Em O Grande Mentecapto temos a história de Geraldo Boa Ventura, se autointitula como José Geraldo Peres da Nóbrega e Silva, mas que na realidade é melhor quando chamado de Geraldo Viramundo  você só vai entender o por quê mais para frente.

O livro conta a estória de um garoto nascido em Rio Acima: a princípio de família pobre, crescera à beira da estrada junto dos seus irmãos, e como a maioria das crianças, aprontava, desobedecia, apanhava, tinha um amor peculiar e particular – o de Geraldo era banhar-se num rio da cidade –, tinha sonhos, etc. No entanto, Boa Ventura não era como a maioria das crianças  um de seus sonhos, por exemplo, era fazer o grande trem de ferro daquelas redondezas, muito admirado por ele e seus amiguinhos, parar em sua pequena cidade. Ele se perguntava e indagava do por quê do colosso de aço não parar em Rio Acima. Até que ele foi então tirar satisfação com seu sonho com suas próprias mãos e esforços: Geraldo faz parar o trem em uma atitude ousada e corajosa, assim tornando-se celebridade na cidade. Porém, quando um amigo seu, o Pingolinha, tentara imitar o mentecapto, acaba tendo um fim trágico, mais precisamente um pedaço disforme, restos mortos.

É assim que começa a história de Geraldo Boa Ventura para então se tornar Geraldo Viramundo. Traumatizado e pensativo, o mentecapto decide sair da cidade e tornar-se padre, assim partindo para um seminário.

Depois de ser expulso do seminário, por questões terceiras, Geraldo conhece a mulher que vem ser seu grande amor: é aí então que a saga de José Geraldo Peres da Nóbrega e Silva é reforçada para tornar-se Viramundo. 

O protagonista começa sua jornada pelo seu mundo – que não precisava ser o inteiro, Minas Gerais já era o suficientemente grande para seu pequeno coração – à procura de sua amada. Ele sofre desilusões, vira candidato a prefeito, é preso num manicômio e consegue fugir, rouba um campo de rosas, torna-se amigo de um cego e de um vendedor de esterco, etc.

Antes, durante e até depois de ganhar tal apelido nome, Geraldo têm muitos nomes:

Geraldo GiramundoGeraldo RolamundoGeraldo Vira-LataGeraldo VirabostaGeraldo CapelinhaGeraldo SepulturaGeraldo Pé na CovaGeraldo Merdakovski; General Búlgaro etc.

E de como Geraldo Boa Ventura, vulgo José Geraldo Peres da Nóbrega e Silva, torna-se Viramundo, descobre-se no decorrer do livro em meio a histórias, fatos, contos, falácias, escândalos, devaneios, loucuras, boatos, mitos e lendas, etc.

É uma saga de aventuras e desventuras muito versáteis: Geraldo corre, dança, fala, fica calado, chora, ri, angustia-se, sorri, come, passa fome, entre tantas outras coisas.

Com uma narrativa fantástica Fernando Sabino monta uma grande interatividade narrador-leitor. Este romance aventureiro é fortemente recomendado, o que me saltou os olhos, inclusive, foi a escrita de Sabino, única, por conseguinte não é sem motivos que é chamado de um dos maiores cronistas brasileiros. 

Há quem chame O Grande Mentecapto de “Dom Quixote de Minas Gerais” – foi assim que eu o conheci na minha faculdade –, pois há uma relação intertextual; mas com Geraldo a briga não é com dragões nem moinhos, e ele não se vê como nobre cavaleiro, mas sim como um louco apaixonado. É também um livro de altas críticas sociais, mesmo sendo, em alguns casos, bem sutis  pequenos detalhes que passam despercebidos, como um vendedor de esterco, por exemplo.

E, para finalizar, apesar de eu não gostar muito da literatura brasileira, sinceramente este foi um livro que me interessou bastante no âmbito gramático textual (o enredo é outra história). Foi uma leitura obrigatória da faculdade, mas fiquei satisfeito com a mesma. Para os que forem apreciar este clássico pela primeira vez, ou relê-lo, boa leitura!

Assista também o filme, dirigido por Oswaldo Caldeira, em 1989


Sobre o Autor

Fernando Tavares Sabino foi um escritor e jornalista brasileiroPublicou O grande mentecapto em 1979, iniciado mais de trinta anos antes. A obra, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti, e acabaria sendo adaptada para o cinema, com direção de Oswaldo Caldeira, em 1989, e também para o teatro. Em julho de 1999, recebeu da Academia Brasileira de Letras o prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra.



sexta-feira, 10 de maio de 2013

Intimidade com os livros, por Barbara Marra

Cresci em uma casa com biblioteca, biblioteca mesmo, cheia de livros e maior que de muita escola do Brasil. Meus pais sempre foram leitores e, claro, consumidores de livros. Dificilmente procuro por algum clássico que não possa ser encontrado nessas prateleiras. São coleções e mais coleções de grandes autores brasileiros, russos e americanos. E muito embora houvesse esse tesouro em casa durante a minha infância, nenhum desses livros me foi privado nas brincadeiras de criança. Mesmo hoje em dia, tantos anos depois, ainda é possível encontrar livros com desenhos e rabiscos da minha época de criança.  Acredito que meus pais estiveram dispostos a ter um pouco do seu patrimônio depredado em nome de algo que eles valorizavam ainda mais: a intimidade dos filhos com os livros.

Crianças que não têm livros em casa, nem nenhum leitor por perto, quando forem adolescentes ou adultos, terão mais dificuldade em desenvolver um relacionamento de amor e respeito pelos livros. Lembro-me do meu sobrinho com apenas três aninhos me perguntar quando me via lendo: “O que tem de tão interessante nessas letrinhas?”. Hoje, aos sete anos, ele já começou a descobrir.

Como sou professora de Literatura consigo ver de perto e fico preocupada ao perceber crianças crescendo com receio dos livros, tendo com eles um relacionamento baseado na preguiça, na obrigação e até mesmo no descaso.

Os livros sempre foram para mim como brinquedos, assim como uma bola ou uma Barbie. Para me tornar uma adulta leitora foi apenas uma questão de tempo. A boa semente já havia sido plantada. Hoje já tenho minha própria biblioteca. Embora ainda não tenha filhos, meu maior patrimônio está sempre nas mãos de amigos e alunos. Confesso que tenho ciúmes, como imagino que meus pais também deviam ter, mas sei que com esse desprendimento estou plantando algo muito maior, da forma que meus pais me ensinaram.

Pode parecer clichê e até um pensamento ilusório de quem foi criada entre contos de fadas infantis e adultos, mas não deixo de crer que enquanto o amor pelos livros não deixar de florescer ainda haverá esperança de um mundo melhor, com mais tolerância, consciência, sonhos, paz e, claro, muitas e muitas bibliotecas.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Resenha - Divergente | Veronica Roth


Depois do sucesso de Jogos Vorazes, com sua história inovadora falando sobre um futuro distante em cenários pós-guerra, vários autores com livros com este mesmo tema foram aparecendo. Histórias diferentes foram ganhando espaço nas prateleiras e nos corações dos leitores.  A nova fase da literatura juvenil revelou novos e excelentes autores – nem todos – e, foi procurando livros com o denominador em comum com o de Jogos Vorazes que encontrei Divergente,  de Veronica Roth (Editora Rocco, 2012).

A história do livro se passa em um cenário de Chicago futurista, onde os habitantes da cidade são divididos em facções. Nesse mundo futurista distópico que sobrou  após muitas guerras, a personagem Beatrice conta a história de seus antepassados e como eles chegaram à conclusão de que a culpa do mundo estar em guerra era a personalidade dos indivíduos e sua maldade que vem de berço. Depois de muitas discussões e da conclusão de que a causa de tanto sofrimento não eram suas raças, crenças ou política, eles  se dividiram em facções, cada uma responsável pela  exaltação das qualidades que cada um dizia que faltava nos seres humanos e o que havia gerado a grande guerra. Havia cinco facções ao todo, suas crenças foram baseadas no combate ao que achavam ser o mal da humanidade.

"Aqueles que culparam a covardia fundaram a Audácia. Aqueles que culparam a ignorância se tornaram a Erudição. Aqueles que culparam o egoísmo fizeram a Abnegação. Aqueles que culparam a agressão formaram a Amizade. Aqueles que culparam a duplicidade criaram a Franqueza."

Beatrice Prior, é uma garota da Abnegação que foi criada desde pequena para ser uma pessoa humilde e altruísta, entretanto, nunca se mostrou uma pessoa com os valores pregados na facção. Ao completar 16 anos, Beatrice, assim como todos jovens de todas as facções, passa por um teste aptidão que mostra o que a pessoa realmente é e qual facção deve pertencer. Tudo ia aparentemente muito bem até o dia do teste, quando ela recebe o resultado inconclusivo, o que indica logo no começo do livro que a personagem realmente é: Divergente. E por ser Divergente, é considerada perigosa e então deve manter segredo em relação ao resultado de seu teste de aptidão. 

Após isso, ela decide  abandonar a  Abnegação e sua família a fim de ir para a Audácia onde abandona seu antigo nome e passa a ser chamada de Tris.  Além de ter que esconder o que realmente é, a personagem conhece Christina, Will e Al que são seus primeiros amigos lá. E, é claro, Peter e seus amigos que são extremamente competitivos, estão dispostos a tudo para serem os primeiros em tudo. Tris também precisa enfrentar treinamentos intensivos que desafiam física, emocional e psicologicamente, além de avaliações para colocar sua coragem à prova e se classificar entre os 10 novatos que farão parte da facção. Aos que não se classificarem, serão automaticamente expulsos e considerados sem-facção – os mendigos da cidade, a escória que vivia em meio a fome, sujeira e pobreza.  

Enquanto lida com emoções à flor da pele e se acostuma com sua nova vida na Audácia, Tris descobre que o governo não é exatamente o que aparenta e, que outra facção pretende tomá-lo. A partir deste ponto a personagem trava uma batalha interna para descobrir o que é realmente importante em sua vida e até que ponto chegaria para defender seus valores e o que ama de verdade.

O livro escrito pela Veronica me envolveu de tal maneira que só consegui larga-lo quando terminei de ler a última página (por sorte o correio chegou trazendo Insurgente, que estou lendo agora e será a resenha da semana que vem). Tris é uma personagem astuta, inteligente, hábil e não ficar calada. A história me fez sentir raiva, aflição, emoção, alegria, atração porque sempre tem um personagem maravilhosamente maravilhoso, né Quatro? e todos os tipos possíveis de sentimentos enquanto se está com um livro na mão. Essa mistura fez com que Divergente se tornasse um dos meus livros favoritos já que fazia um tempo que não conseguia achar um livro que me tirasse o fôlego. Ouvi comentários de vários tipos, entre eles “a modinha da distopia”, mas se os livros com esse enredo tiverem a mesma qualidade que Divergente e Jogos Vorazes pode mandar mais que eu leio todos! 

Não percam a resenha da semana que vem: Insurgente, o segundo livro da saga de Veronica Roth.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Resenha - Do Jeito que Você Gosta | William Shakespeare

“O mundo inteiro é um palco, e todos, homens e mulheres, atores e nada mais: eles têm suas entradas e saídas, e um homem, em seu tempo, interpreta muitos papéis, sete atos, sete idades.” 

A frase acima é uma das mais famosas de William Shakespeare, retirada da peça Do jeito que você gosta. O texto estava há tempos sem uma nova tradução brasileira, até que a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico se propôs a encená-lo. O resultado: um trabalho primoroso, indicado ao Prêmio Shell, e que agora ganha edição pelas mãos da Balão Editorial. 

Na comédia, Rosalinda — a maior e mais complexa personagem mulher shakespeariana, segundo Harold Bloom — e sua prima Célia são banidas por Duque Frederico, pai de Célia, e vão viver no exílio, disfarçadas de rapazes. Entretanto, Orlando, o amado de Rosalinda, e o pai dela, Duque Sênior, irmão de Frederico, estão escondidos na mesma floresta, após também terem sido banidos pelo Duque. Os dois não sabem que aquele rapaz, chamado Ganimedes, é, na verdade, o disfarce dela. Enquanto ela não pode se revelar, começa a atrair a atenção de outras mulheres... Tudo isso numa trama repleta de personagens marcantes e de situações cômicas, as quais o bardo Shakespeare elaborou para ser “do jeito que você gosta”.

"William Shakespeare (Stratford-upon-Avon, 23 de abril de 1564 — Stratford-upon-Avon, 23 de abril de 1616)1 foi um poeta e dramaturgo inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo. É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de "Bardo do Avon" (ou simplesmente The Bard, "O Bardo"). De suas obras restaram até os dias de hoje 38 peças, 154 sonetos, dois longos poemas narrativos, e diversos outros poemas. 

Suas peças foram traduzidas para os principais idiomas do mundo, e são encenadas mais do que as de qualquer outro dramaturgo. Muitos de seus textos e temas, especialmente os do teatro, permaneceram vivos até aos nossos dias, sendo revisitados com frequência pelo teatro, televisão, cinema e literatura. Entre suas obras mais conhecidas estão Romeu e Julieta, que se tornou a história de amor por excelência, e Hamlet, que possui uma das frases mais conhecidas da língua inglesa: To be or not to be: that's the question (Ser ou não ser, eis a questão).

Shakespeare nasceu e foi criado em Stratford-upon-Avon. Aos 18 anos, segundo alguns estudiosos, casou-se com Anne Hathaway, que lhe concedeu três filhos: Susanna, e os gêmeos Hamnet e Judith. Entre 1585 e 1592 William começou uma carreira bem-sucedida em Londres como ator, escritor e um dos proprietários da companhia de teatro chamada Lord Chamberlain's Men, mais tarde conhecida como King's Men. Acredita-se que ele tenha retornado a Stratford em torno de 1613, morrendo três anos depois. Restaram poucos registros da vida privada de Shakespeare, e existem muitas especulações sobre assuntos como a sua aparência física, sexualidade, crenças religiosas, e se algumas das obras que lhe são atribuídas teriam sido escritas por outros autores." Fonte Wikipédia

William Shakespeare apesar de ter sido um homem de uma escrita um tanto complexa - que se deu por conta da época e com as mudanças na ortografia até o presente momento -, ele consegue trazer o romantismo à tona, a que nos seja permitido viajar em seus livro e acreditar em que, de fato, exista um príncipe encantado, ou até mesmo voltar a sonhar com o romantismo à moda antiga, o que a cada dia que passa se torna ainda mais raro.

"Do Jeito que Você Gosta" se trata de uma comédia pouco reconhecida pelo público, que foi escrita por um grande dramaturgo, ou seja, repleta de romances e situações muito bem desenvolvidas. Umas obra excepcional, recomendada, inclusive, na implantação nas escolas como leitura obrigatória no ensino médio.

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